segunda-feira, 24 de outubro de 2011

poema1

É rara a minha luz,
as sombras das palavras
que escrevo, faço, sinto
e que o sentido nelas presente
serve para dar e não para vender,
é raro o meu olhar,
o seu sentido vagabundo
na luz desta noite,
um veleiro presente no escuro,
um veleiro presente em mim,
é estranha esta semente
que depressa desaparece,
uma vida morta,
uma vida imperfeita,
a ignorância que se esconde
por trás de uma sementeira,
escolho as palavras
que se adequam melhor a mim,
estas palavras que escrevo
sem sentido nenhum,
que palavras estas que escrevo
à procura de orgulho,
à procura de amor,
o amor perdido
à espreita por detrás
do meu coração,
a palavra "amor"
sem querer ficar
com o seu significado,
deseja amar e ser amada
como um urso deseja mel,
tenho que conseguir dominar
estas palavras
que tanto fogem de mim
sem sentido nenhum.