You're so beautiful
sábado, 19 de dezembro de 2015
Sonhos e confissões
(1º- clica no link e deixa a música a um volume considerável)
https://www.youtube.com/watch?v=BTA9s5xH0X0
É assim que somos. Apresentamos-nos ao mundo desta maneira, esta que escolhemos. Somos assim. Seres com desejos, sonhos, ambições que queremos desesperadamente viver na realidade. Permanecemos em constante mudança. Espero ansiosamente pela transformação, transfiguração. Ansiedade esta que está desequilibrada, por outras palavras, tenho medo. Medo de ser apenas isto e de ser apenas desta forma que me apresento ao mundo. Seria óptimo levar as ideias à ação como se a nossa existência dependesse disso. Escrevo e apago cada erro. E depois paro. A música acaba e somos apenas pés dançantes que pisam o chão em busca da perfeita sintonia. Mas a transformação continua, ela não pára. E nós... nós sentimos-nos frios, um arrepio cobre o nosso corpo e a contração de músculos é inevitável. Fechamos os olhos e passamos para outra dimensão, o vazio. À espera. Aceitamo-la porque nada podemos fazer. E assim, apesar da aceitação, começa a segunda fase do medo. Nesta realidade repleta de fases e processos, o controlo é essencial e indispensável. A procura da notícia é ridícula mas nós não nos apercebemos. Somos dominados pela sensação geral de ignorância, de insegurança, melhor dizendo. Queremos apenas o que é compreendido pela sociedade e mantemos-nos limitados dentro da caixa que ela comanda. O vazio da essência da existência. Mas... por vezes, por meras vezes, abrimos os olhos e descobrimos que podemos voar, não interessa como. Sabemos que o podemos fazer. Então, aí, a espera acaba e eu tomo o meu próprio caminho com todas as minhas ideias definidas, o plano traçado e os quilómetros não contados porque a gasolina não tem preço. Não me interessa o que a realidade pensa e quer definir para mim porque, apesar de me sentir parte dela, ela não me limita. Defino a auto-criação de fronteiras próprias que não impedem a minha livre circulação. Porque eu, agora, sou eu. E é assim que sou. Apresento-me ao mundo desta maneira, esta que escolho. Não espero por condições ou limites, eu crio a minha existência, tendo orgulho nas quedas gramaticais, metáforas na verdade. Agir não é mais que pensar fisicamente. E, naquela ideia de que sou mais do que a ideologia imposta, saio da ilha. Nem que seja por tentativa e erro, chego lá. Volto a desenhar letras mais uma vez porque assim sou feliz. Apresento-me ao mundo de forma a que lhe possa mostrar o que realizei. E sou mais. Mais do que alguma vez idealizei ser. E, desta simples, magnífica, ilimitada sensação, eu sei que vou conseguir.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
o gato malhado e a andorinha sinhá
Querido Gato Malhado,
Não consigo dizer-te pessoalmente o que me vai na cabeça e no coração,por isso decidi escrever. Espero que quando acabares de ler, não faças nada de louco, isso é tarefa para mim. Por razões que eu não compreendo "uma andorinha não pode jamais casar como um gato". De todas as formas possíveis que o mundo tem para nos separar, escolheu aquela que me deixa profundamente abalada: esta inútil regra. Imagino que também sintas o que eu estou a sentir e parte-me o coração escrever tão duras e tristes palavras. Mas, infelizmente, não fui eu que ditei o meu destino e como resultado disso, nunca mais nos devemos encontrar. Este nosso amor é impossível mesmo que seja o que mais desejo na vida. Perdoa-me mas não posso lutar por nós, não posso fazer nada. Conheço o parque o suficiente para perceber que não podemos ficar juntos mas garanto-te que nunca fui tão feliz excepto nestes últimos tempos em que pude ver quem tu realmente és. Não um gato mau, arrogante e preguiçoso como todos dizem, mas sim amoroso, gentil e sonhador. Não quero estar longe de ti, quero conversar e passear contigo, passar o tempo a sonhar que podemos ficar juntos. Guardo na minha alma os maravilhosos momentos daquele verão. Sinto que preciso de ti para continuar a minha vida.
E contigo ou sem ti vou guardar-te para sempre no meu pequeno coração.
Da sempre tua, Sinhá.
Não consigo dizer-te pessoalmente o que me vai na cabeça e no coração,por isso decidi escrever. Espero que quando acabares de ler, não faças nada de louco, isso é tarefa para mim. Por razões que eu não compreendo "uma andorinha não pode jamais casar como um gato". De todas as formas possíveis que o mundo tem para nos separar, escolheu aquela que me deixa profundamente abalada: esta inútil regra. Imagino que também sintas o que eu estou a sentir e parte-me o coração escrever tão duras e tristes palavras. Mas, infelizmente, não fui eu que ditei o meu destino e como resultado disso, nunca mais nos devemos encontrar. Este nosso amor é impossível mesmo que seja o que mais desejo na vida. Perdoa-me mas não posso lutar por nós, não posso fazer nada. Conheço o parque o suficiente para perceber que não podemos ficar juntos mas garanto-te que nunca fui tão feliz excepto nestes últimos tempos em que pude ver quem tu realmente és. Não um gato mau, arrogante e preguiçoso como todos dizem, mas sim amoroso, gentil e sonhador. Não quero estar longe de ti, quero conversar e passear contigo, passar o tempo a sonhar que podemos ficar juntos. Guardo na minha alma os maravilhosos momentos daquele verão. Sinto que preciso de ti para continuar a minha vida.
E contigo ou sem ti vou guardar-te para sempre no meu pequeno coração.
Da sempre tua, Sinhá.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
poema1
É rara a minha luz,
as sombras das palavras
que escrevo, faço, sinto
e que o sentido nelas presente
serve para dar e não para vender,
é raro o meu olhar,
o seu sentido vagabundo
na luz desta noite,
um veleiro presente no escuro,
um veleiro presente em mim,
é estranha esta semente
que depressa desaparece,
uma vida morta,
uma vida imperfeita,
a ignorância que se esconde
por trás de uma sementeira,
escolho as palavras
que se adequam melhor a mim,
estas palavras que escrevo
sem sentido nenhum,
que palavras estas que escrevo
à procura de orgulho,
à procura de amor,
o amor perdido
à espreita por detrás
do meu coração,
a palavra "amor"
sem querer ficar
com o seu significado,
deseja amar e ser amada
como um urso deseja mel,
tenho que conseguir dominar
estas palavras
que tanto fogem de mim
sem sentido nenhum.
as sombras das palavras
que escrevo, faço, sinto
e que o sentido nelas presente
serve para dar e não para vender,
é raro o meu olhar,
o seu sentido vagabundo
na luz desta noite,
um veleiro presente no escuro,
um veleiro presente em mim,
é estranha esta semente
que depressa desaparece,
uma vida morta,
uma vida imperfeita,
a ignorância que se esconde
por trás de uma sementeira,
escolho as palavras
que se adequam melhor a mim,
estas palavras que escrevo
sem sentido nenhum,
que palavras estas que escrevo
à procura de orgulho,
à procura de amor,
o amor perdido
à espreita por detrás
do meu coração,
a palavra "amor"
sem querer ficar
com o seu significado,
deseja amar e ser amada
como um urso deseja mel,
tenho que conseguir dominar
estas palavras
que tanto fogem de mim
sem sentido nenhum.
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